Irmãos: Zoe (contadora), Ralph (ator), Ian (advogado), Sonya (atriz)
Esposa: Deborra-Lee Furness
Filhos: Oscar Maximillian Jackman (15 de maio de 2000) e Ava Eliot Jackman (10 de julho de 2005)
Hugh nasceu em Sydney, New South Wales, Australia. Filho caçula, teve que conviver com as constantes implicâncias de seu irmão mais velho, que vivia batendo nele. Aos oito anos, sua mãe foi embora para a Inglaterra, e Hugh só voltou a vê-la anos depois, quando ela foi assistir Sunset Boulevard.
Um dos filmes favoritos de Hugh quando criança era "Sexta-feira 13", mas o que o inspirou a ser ator foi "Grease". Ele tinha um poster do filme em sua classe na escola, e beijava a foto de Olivia-Newton John todos os dias.
Hoje seu filme favorito é "Um Estranho no Ninho", e também gosta muito da série Star Wars e do filme "Meu Pé Esquerdo".
Depois de se formar em jornalismo, na University of Technology Sydney, ele entrou para a WAAPA (Western Australian Academy of Performing Arts). Saiu da WAAPA já com trabalho garantido! Ele estreou em "Correlli", em 1995, ao lado de sua futura esposa, Deborra-Lee. Os dois tentaram ter filhos, mas após dois abortos, a adoção foi a escolha do casal.
Depois disso, Hugh estreou várias peças de teatro, entre elas "A Bela e a Fera", onde vivia o vilão Gaston ("E eu não mereço a melhor?"), "Sunset Boulevard" e "Oklahoma!", seu papel de mais destaque no teatro.
Foi indicado ao Australian Film Institute, como Melhor Ator pelo filme Erskineville Kings , em 1999. Mas o que o lhe deu fama foi seu papel como o mutante Logan/Wolverine, da série de filmes "X-Men". Dizem que, quando Hugh foi fazer o teste, um dos homens que estava limpando o local disse a Bryan Singer (diretor dos dois primeiros filmes) "Aquele é o Wolverine, certo?" e Brian não teve nenhuma dúvida.
Desde então, Hugh fez muitos filmes de sucesso, atuando ao lado de grandes nomes como Patrick Stewart, Ian McKellen, Robin Williams e Michael Caine. Entre os diretores que com quem já trabalhou, estão Woody Allen, Darren Aronofsky, Christopher Nolan e Baz Luhrmann.
Hoje Hugh tem um produtora com seu amigo John Palermo, a Seed Productions.
- Uncle Jonny (2008)
- "Viva Laughlin" - Episódio piloto (2007)
- Making the Grade (2004)
- "Saturday Night Live" - 27ª Temporada, 8º Episódio
- Oklahoma! (1999) (TV)
- Halifax f.p: Afraid of the Dark (1998)
- "Snowy River: The McGregor Saga" - 4ª Temporada,Episódios: 1 ao 5 (1996)
- "Blue Heelers" - 2ª Temporada, 33º Episódio (1995)
- "Correlli" (1995)
- "Law of the Land" - 3ª Temporada, 13º Epispodio (1994)
- The Boy From Oz (2003)
- Carousel (2002)
- Oklahoma (1999)
- Sunset Boulevard (1996)
- Beauty and the Beast (1995)
[sábado, 17 de maio de 2008]
Entrevista revista Premiere - Setembro de 2006
Premiere: Nas cenas mais futurísticas de “The Fountain”, você está flutuando em uma biosfera dentro de uma bolha, falando com uma árvore, e a sua cabeça está completamente raspada. Como era isso?
Hugh: Me chamavam de “cabeça de ervilha” na escola. No momento que me vi, comecei a rir histericamente. E eu conseguia ouvir meus colegas gritando “Cabeça de ervilha! Cabeça de ervilha!”. Eu sempre sonhei em raspar o cabelo, porque eu amo nadar, e com a minha cabeça raspada, era bem melhor.
Nenhum ataque de vaidade?
Nunca. Eu gosto de experimentar. Eu também tive que raspar as minhas pernas, peito e braços. Depois dos primeiros dias , veio a verdadeira dor: pulsos, axilas, tudo.
Mas quase não dá para ver a sua pele.
Eu sei, mas nós não sabíamos se seria necessário, então eu tinha que estar preparado.
O que o seu filho achou de você careca?
Ele ficou desesperado. Eu contei para ele antes, “se você quiser, você pode cortar o seu cabelo comigo.” Ele achou uma ótima idéia – até que ele me viu. Agora ele está obcecado em deixar o cabelo crescer e nunca cortar.
E raspar a sua cabeça foi a coisa mais fácil que você teve que fazer neste filme – Eu acho que você interpretou todos os tipos possíveis de emoções.
Eu nunca tinha feito isso, e não acho que vou fazer de novo, tive a oportunidade de fazer todos os tipos de coisas neste filme. Só para te dar um exemplo sobre o comprometimento de Darren, durante todo o ano em que eu estava na Broadway, nós nos encontrávamos uma ou duas vezes por semana. Ele iria comigo para fazer pesquisas, ele me mandaria livros, eu estava fazendo tai chi, yoga. Eu tive que fazer a posição de lótus em uma cena; levei 14 meses para fazer isto.
Qual parte da pesquisa te interessou mais?
Eu assisti a uma cirurgia de remoção de um tumor no cérebro de uma mulher. Eles me disseram que ela iria morrer de qualquer maneira, que eles só estavam tentando fazer com que ela vivesse um pouco mais. O que eu não tinha notado é que eles manteriam ela acordada. Ela ficava jogando uns vídeo games, para que eles pudessem escolher quando deveriam parar de cortar o tumor. No momento em que eu conheci ela – ela tinha o cabelo loiro como a minha esposa – meu sangue ficou literalmente gelado. Tudo o que eu conseguia pensar era na minha esposa naquela mesa. Quanto mais eu lia o roteiro e criava teorias filosóficas, eu sabia que eu não estava preparado para a morte. Foi o momento mais assustador da minha vida. Me lembro de ficar todo gelado. Eu não conseguia olhar para ela. Depois eles começaram a operar, e eu só conseguia ver o cérebro, então ficou mais clínico. Mas certamente isto mexeu comigo, me fez apreciar tudo o que eu tenho nesta vida e muito mais.
Qual foi a cena mais difícil do filme?
A cena no espaço, em que meu personagem finalmente admite, “estou com medo”. Eu tive que desmoronar. Começamos de manhã bem cedo, e até a hora do almoço, eu fiquei chorando. Darren parou de filmar, mas eu não conseguia parar de chorar. O filme já estava quase pronto; eu estava exausto. Quando ele nós chamou para almoçar eu pensei “Graças a Deus”. Nem sabia se conseguiria caminhar até o meu trailer. Eu me deitei no chão, não conseguia comer. E no final do intervalo, Darren disse “Tudo bem amigo. Nós vamos começar de onde paramos.” Eu quase vomitei. (risos) A primeira cena que gravamos depois do almoço está no filme. O que Darren queria era: aqui está um conquistador, um cara que irá lutar e lutar não importa o quão estranho a situação se torne, e ai chega o ponto em que ele admite, “Eu não sei se conseguirei continuar”. Darren precisava me ver exausto. Bem, eu não precisei atuar para isso. Tem alguns momentos no filme que eu me sinto mal em me ver.
Por quê?
Eu me sentia emocionalmente nu como nunca me senti antes, e isto acontece no filme. Mas devo dizer que adorei isto. Não poderia fazer isto de novo, eu acho que não. E Darren estava lá, em todos os momentos – não no monitor, mas bem ao lado da câmera.
Foi muito estranho filmar as cenas de amor com a namorada dele (Darren)?
Quando Rachel e eu estávamos nos agarrando na banheira, ela estava nua, e Darren estava sentado numa caixa de maçã bem na nossa frente. No roteiro dizia apenas para nos beijarmos, ela me puxa para dentro da banheira, e é obvio que nós vamos fazer amor. Então ela me puxou pra dentro, e nós estávamos nos beijando e beijando, Darren ali, e a gente se beijando e beijando. Ai Rachel tirou a minha camisa, a gente se beijou mais, e eu estava em cima dela. Finalmente escutei Darren gritando “Tira as calças dele!” (risos) Então não, nunca tive problemas com as cenas. Darren estava muito preocupado em me fazer entender que o filme viria em primeiro lugar, ele jamais faria com que eu sentisse mal.